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Empreendedorismo é a arma das alagoanas contra a crise

Neste 8 de março, dados revelam que com o apoio do Estado as mulheres estão inovando economicamente


Empreendedorismo é a arma das alagoanas contra a crise

Eliete Amâncio

Buscando independência e autonomia com negócios próprios, as mulheres alagoanas estão transformando seu cotidiano e os ambientes que as cercam. Essa informação, dada em primeira mão pelo presidente da Agência de Fomento de Alagoas (Desenvolve), Rafael Brito, em plena semana em que festejamos o Dia Internacional da Mulher, marca positivamente uma nova perspectiva para esse público cada dia mais ávido por empreender.

A citar com relevância, por exemplo, que dos 22 milhões de brasileiros que superaram a pobreza extrema nos últimos cinco anos, 12 milhões são mulheres. É o caso da dona Laudejane Felix, antes sem perspectivas de sobrevivência, hoje vende centenas de salgados por dia nos quatro carrinhos espalhados pela cidade de São Miguel dos Campos. No caso dela e de outras alagoanas que estão sendo beneficiadas com recursos do Estado através da Desenvolve, o objetivo é a autonomia financeira da mulher.

Quando Laudejane soube que uma colega, outra mulher empreendedora, tinha conseguido recurso para melhorar sua loja através do Governo do Estado com as melhores condições que elas encontraram no mercado, não perdeu tempo e buscou a Desenvolve. O objetivo da vendedora de salgados era estruturar seu negócio.

A miguelense já tinha ouvido falar do acesso facilitado ao crédito, mas quando foi atendida pela equipe da instituição ficou ainda mais determinada a tomar o recurso e melhorar seu rendimento. Na ocasião, ela contava com três carrinhos de salgados e uma clientela esporádica.

Com o crédito em mãos, Laudejane investiu em uma máquina para a produção de coxinhas e instalou mais um carrinho de lanches em outro ponto da cidade, ampliando a cobertura do seu atendimento e atraindo novos clientes.

Sorriso estampado no rosto, atendendo a mais um cliente, ela não escondeu sua satisfação em ver seus lucros aumentarem e conseguir pagar o recurso sem dificuldades. “A gente não para de atender clientes um só minuto e todo o salgado produzido sai rapidinho”, comemorou a microempreendedora que pretende ainda galgar novos degraus.

De acordo com ela, os salgados vendidos a R$ 1 fazem tanto sucesso na cidade que moradores de São Miguel dos Campos já pediram a instalação do carrinho do ‘Rei da Coxinha’ também em outros bairros. “Sem as condições de pagamento que consegui através do Estado, não poderia nem pensar em tomar empréstimo nesse momento com as taxas dos outros bancos”, disse.

Somente em 2015 e 2016 524 mulheres receberam recursos para investir em seus pequenos negócios ou abri-los, na capital ou no interior. Foram R$ 2 milhões e 300 mil que transformaram a vida dessas mulheres e de milhares de pessoas ao seu redor. É o reflexo da realização de um sonho acompanhado pela necessidade de sobreviver e assegurar a mínima qualidade de vida aos filhos. Muitas delas, infelizmente, abandonadas pelos companheiros, mas com a responsabilidade de criar solitariamente a família, buscaram com garra e criatividade gerar renda e dignidade dentro de seus lares.

Podemos citar também o exemplo da sertaneja Ronicéia Alencar. A vida no município de Santana do Ipanema, distante 210 quilômetros da capital, já minimizava a quase nulidade suas possibilidades de ser independente financeiramente. Com baixa escolaridade e o casamento prematuro, a dona de casa se acomodou e ficou na dependência do ex-marido que anos depois a abandonou a própria sorte e com os filhos ainda por criar.

Há um ano ela não imaginava que se tornaria referência para outras mulheres que admiram sua força de vontade e superação. Passando por dificuldades, ela descobriu a Desenvolve e com o recurso abriu uma mercearia. O negócio deu tão certo que ela resolveu abrir uma loja de variedades em outro bairro da cidade, ampliando assim sua receita e geração de emprego.

São mulheres que apostam em negócios relacionados às suas habilidades e competências, seja na cozinha, no corte e costura ou no artesanato. Para elas, o acesso ao crédito no mercado era considerado difícil, mas, com as transferências feitas pelo Governo do Estado, está sendo possível mudar essa realidade.

A linha de financiamento que atendeu às necessidades das duas microempreendedoras foi a Microcrédito Desenvolve/BNDES com taxa de 1% ao mês e carência de três meses para pagamento. A equipe da Agência deu as orientações necessárias e acompanhou todo o processo de investimento financeiro.

Rafael Brito disse que o fato de poder estar ajudando tantas mulheres a garantirem seu espaço dentro da economia alagoana dignifica ainda mais o cotidiano da instituição. “As mulheres alagoanas, tão destemidas e resistentes as mais impensadas situações, mais do que merecem essa oportunidade, elas conquistaram esse direito ao adotar uma postura que vai além da preocupação consiga mesmas. Elas buscam e trabalham para ajudar quem estar no seu entorno, agem com humanidade, racionalidade e equilíbrio, porque sabem que seu sucesso depende, essencialmente, da sua determinação. Por isso mesmo, os negócios tocados por mulheres são os mais bem-sucedidos do mercado”, apontou Brito.

Desenvolve

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